O Núcleo de Pesquisa e Extensão: Urbano, território e mudanças contemporâneas foi criado em 2002 no Departamento de Geografia da Faculdade de formação de Professores da Universidade do estado do rio de janeiro. Em 2004 iniciamos a pesquisa e atividades de extensão universitária no campo do estudo do perfil socioeconomico, da cadeia produtiva e dos conflitos territoriais dos pescadores artesanais fluminenses. A primeira grande experiência junto com os movimentos sociais da pesca artesanal aconteceu com a criação de uma mesa de diálogo entre entidades de pesca artesanal e a Petrobras, referente à implementação do Terminal de Gás nas ilhas Redonda e Comprida na Baía de Sepetiba.

Tínhamos uma equipe de 9 pesquisadores – graduados em graduandos, que monitoravam no campo o trabalho de mapeamento dos resíduos sólidos na Baía de Guanabara. Participaram 1250 pescadores de 4 colônias de pescadores e foram mapeadas as áreas de maior concentração de resíduos sólidos. Este projeto contribuiu para melhor conhecimento da realidade da pesca artesanal na Baia de Guanabara, uma fez que fizemos o perfil desses pescadores. Com este material em mãos, escrevemos o projeto de docência que se realizou no período 2010 – 2011, denominado EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CARTOGRAFIA DA AÇÃO: ATUANDO JUNTO AO ENSINO FUNDAMENTAL NO COLÉGIO CARLOS MAIA – SÃO GONÇALO.

Em 2011, passamos a atuar na Baía de Sepetiba por meio de diversos projetos de  Pesquisa e Extensão nos estudos sobre: mapeamento das comunidades, modos de vida e economia. Mapeamento dos processos de modernização, conflitos territoriais e áreas de contenção à pesca artesanal, Mapeamento Participativo e Governança socioambiental. Educação ambiental, diálogos de saberes em comunidades pesqueira. Impacto de resíduos sólidos nas comunidades pesqueiras, manguezais, praias e ilhas na Baía de Sepetiba. Em 2021, iniciamos a estruturação do Observatório Socioambiental da Baía de Sepetiba que Visa fazer diagnósticos e trocas de informações, demandas por monitoramento por meio de Aplicativo OS Socioambiental e organização das informações no Acervo Socioambiental. Atualmente os projetos se relacionam com extensão, nas atividades da Campanha Pesca legal 2022-2025 – articulado ao 1. projeto de Extensão: Pescando Por meio de Redes sociais, 2. Projeto sobre as atividades nas escolas em áreas de comunidades pesqueiras e cursos de educação ambiental. 

Obtivemos financiamento do CNPq (Universal e Bolsa Produtividade) e FAPERJ. E deu inicio a uma série de orientações de mestrado e de graduação na área de estudo geográficos da pesca.

Nossa equipe é formada por professores universitários, pesquisadores, professores das escolas públicas e estudantes de doutorado e de graduação. O caráter multidisciplinar está nas áreas de conhecimento em Geografia Humana, Geografia Física, Geografia Cartográfica e Geoprocessamento, Planejamento urbano e regional, História Social, Biologia, Microbiologia, Química e ensino de química ambiental, Matemática e Meio Ambiente. A interestitucionalidade  decorre da integração entre conhecimento científico universitário , com os saberes escolares e tradicionais.